Dando continuidade na jornada de conteúdo sobre ERP, só relembrando que no primeiro artigo desta série escrevi sobre a história e evolução, na sequencia trouxe algumas informações sobre o mercado nacional atual, onde se destaca a empresa brasileira Totvs (que possui diversos ERPs, dentre elas o Datasul, Protheus e RM) e hoje vou trazer um pouco de conteúdo sobre Ciclo de vida e fatores críticos de sucesso.
A adoção de sistema do tipo ERP é um processo longo e, geralmente, composto de várias etapas. A primeira etapa consiste na seleção e aquisição do ERP a ser utilizado na organização. A segunda etapa refere-se à implantação do sistema, quando serão feitas as parametrizações, cadastros, adaptações necessárias no software, readequação dos processos da organização e capacitação dos usuários. Em geral, nessa etapa ocorre um projeto de implantação do ERP, quando irão trabalhar em conjunto a organização e a consultoria escolhida para execução da implantação. A terceira compreende a fase de utilização do sistema rumo à estabilização do uso, quando os problemas decorrentes da implantação serão sanados e os usuários adaptados às novas rotinas. Já a quarta etapa consiste no processo de estabilização do sistema, no qual são buscados o refinamento dos processos implantados, otimização das rotinas e a obtenção de informações gerenciais confiáveis. Por fim, na quinta e última etapa, encontra-se a busca por melhorias, quando a organização – em conjunto com alguma empresa de consultoria, ou não -, irá buscar atingir o máximo aproveitamento do sistema, a fim de atender a todas as demandas possíveis suportadas pelo ERP.

Importância do ERP
Durante o processo evolutivo dos sistemas de gestão, o sistema ERP percorreu seu caminho de maneira ampla e rápida, permitindo abranger um conjunto de diferentes portes e naturezas de empresas. Os riscos e a insegurança com o bug do milênio e, mais recentemente no caso brasileiro, a adoção do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) contribuíram para inflar esse mercado. No contexto brasileiro, a partir de 2006, muitas pequenas e médias empresas tiveram de aprimorar sua infraestrutura tecnológica e aderir ao ERP por conta da obrigatoriedade crescente da nota fiscal eletrônica (NF-e) que não era suportada por sistemas caseiros e obsoletos.
O Governo brasileiro vem exigindo cada vez mais informações das organizações, como no caso mais recente, com o eSocial e LGPD[1].O eSocial integrado ao sistema ERP irá buscar informações em vários momentos (eventos diários, mensais e anuais), principalmente, mas não somente, da área de Recursos Humanos. A LGPD veio para trabalhar em diversas frentes de atuação, com destaque para o RH, TI e jurídico. Não obstante as demais áreas da empresa como financeiro; contábil; fiscal; comercial também serão afetadas.
Às empresas, cabe a responsabilidade
de rever seus processos e implementar os sistemas de controle, integração e
geração de informações em linha com as exigências do Governo. E essa não é uma
responsabilidade restrita às áreas de RH e TI, mas a todos os departamentos
operativos e de liderança. As empresas deverão utilizar-se de uma solução
tecnológica para geração dos arquivos eletrônicos, mensageria e consistência
prévia dos dados para transmissão, o que faz com que o mercado de ERP se
movimente obrigatoriamente para atender seus clientes. Tais particularidades
tornam ainda mais dinâmico o mercado brasileiro de ERP.
[1] eSocial é um projeto do Governo Federal em ação conjunta de diversos órgãos e entidades do governo federal. LGPD é a Lei Geral de Proteção de Dados que entrou em vigor no 2º semestre de 2020.

Fatores Críticos de Sucesso de implantação de sistema ERP
Na tabela a seguir, são listados vários Fatores Críticos de Sucesso (FCS) que devem ser observados nos processos de implantação de sistema ERP, conforme diversos trabalhos acadêmicos realizados ao longo de vários anos e compilados nessa tabela.

Vale destacar o item “reengenharia dos processos de negócio” que é mencionado por diversos autores com um fator crítico de sucesso para o ERP e que gera grandes benefícios à organização. Esse item é parte importante da base do BPM e de onde o mesmo evoluiu e pode ser encontrado especialmente em duas etapas do ciclo de vida: Implantação e Melhorias.
Na etapa de Implantação, a visão de processos é importante, pois são necessárias adptações para que os processos da organização possam ser gerenciados pelo ERP. Já na etapa de Melhorias, a orientação a processos também é importante para que ocorram as melhorias desejadas na gestão da organização, uma vez que o ERP proporciona uma “revisão dos processos”.
Entendo que todo o ciclo de vida e os fatores críticos de sucesso, o processo de implantação, sustentação e melhoria contínua podem ser grandes aliados na gestão eficiente de negócios da sua empresa.
No próximo artigo vou trazer mais conteúdo sobre ERP, destacando os benefícios de uso. Até breve!!!
Uma resposta